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sábado, 11 de outubro de 2014
Distraídos...
Há para aí uns quantos inteligentes que parece que só agora é que descobriram que tribunais e escolas funcionam mal...como se fosse algo que tenha começado este ano e seja da exclusiva responsabilidade destes Ministros...convém ter, alguma, noção da realidade antes de se emitir opiniões sobre tudo e todos!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Ridículo
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Atitude lamentável!
É lamentável a atitude que o PSD decidiu adoptar relativamente à Co-adopção por casais do mesmo sexo! Deixaram que os preconceitos mais retrógrados prevalecessem sob a capa de uma consulta popular e marimbaram-se para os superiores interesses da criança! O projeto em causa defende, apenas, que uma criança JÁ adoptada por um homossexual possa ser co-adoptada pelo seu parceiro (a). Parece-me demasiado básico para que possa ser sujeito a um referendo! Mesmos a adopção por casais homossexuais pode ser do superior interesse da criança...para isso é que existe o complicado processo de adopção! Para garantir que os candidatos a pais adoptivos são uma solução melhor para a criança do que ficar até aos 18 anos institucionalizada!
P.S: é curioso como a extrema esquerda, que quer passa a vida a exigir que a populaça se pronuncie em eleições e referendos, quando não lhe interessa um referendo, utiliza todos os adjetivos possíveis para classificar quem com eles não concorda....uns democratas!
Esteve bem Teresa Leal Coelho, que não sacrificou a sua consciência em nome da sua carreira politica!
P.S: é curioso como a extrema esquerda, que quer passa a vida a exigir que a populaça se pronuncie em eleições e referendos, quando não lhe interessa um referendo, utiliza todos os adjetivos possíveis para classificar quem com eles não concorda....uns democratas!
Esteve bem Teresa Leal Coelho, que não sacrificou a sua consciência em nome da sua carreira politica!
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Um bando de loucos 2
Esta gente julgará que foi ao circo?! Até quando vai ser permitido ao PCP e BE convidarem os arruaceiros profissionais, em que estão transformados os sindicalistas, para fazerem estas cenas na Assembleia da República?!
P.S: a indefinição que resultou da intervenção do Sr. Presidente da República ajuda à festa! Espero que se possa chegar, rapidamente, a uma conclusão.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Um bando de loucos
Ontem esperava que, por esta altura, a serenidade e o bom senso já tivesse retornado à República! Pelos vistos ainda não é o caso. A loucura e a irresponsabilidade que varreram o País no dia de ontem ameaçam deixar sequelas gravíssimas! Como se não bastasse o comportamento lunático dos nossos governantes, também o conjunto de pseudo-comentadores que pululam nas nossas televisões aparecem a destilar todos os seus ódios de estimação, avançando com soluções totalmente irresponsáveis e que mostram bem que vivem numa realidade mediática totalmente desfasada da realidade do País. E o pior é que o Zé Povinho vai atrás....
Eleições?! Agora?! Só se for para nos colocar ao lado da Grécia e desbaratar o enorme sacrifício que os Portugueses têm feito! Seria uma total falta de respeito por quem anda há dois anos a apertar o cinto e a fazer sacrifícios! Seria o equivalente e um segundo programa de apoio, acompanhado de mais sacrifícios, mais desemprego, mais miséria!
A meu ver existem apenas duas soluções possíveis: O CDS manter o apoio parlamentar ao governo, garantindo, à priori e por escrito, a viabilização das iniciativas mais importantes (que devem ser elencadas) do governo, ou um governo de iniciativa Presidencial com o apoio da maioria, já que o PS mantém a irresponsabilidade da exigência de eleições.
Seja qual for a solução, deve ser para ontem e não para amanhã! Cada hora que passa, revela-se de um prejuízo enorme para o País! Prejuízo que será muito difícil de recuperar.
Eleições?! Agora?! Só se for para nos colocar ao lado da Grécia e desbaratar o enorme sacrifício que os Portugueses têm feito! Seria uma total falta de respeito por quem anda há dois anos a apertar o cinto e a fazer sacrifícios! Seria o equivalente e um segundo programa de apoio, acompanhado de mais sacrifícios, mais desemprego, mais miséria!
A meu ver existem apenas duas soluções possíveis: O CDS manter o apoio parlamentar ao governo, garantindo, à priori e por escrito, a viabilização das iniciativas mais importantes (que devem ser elencadas) do governo, ou um governo de iniciativa Presidencial com o apoio da maioria, já que o PS mantém a irresponsabilidade da exigência de eleições.
Seja qual for a solução, deve ser para ontem e não para amanhã! Cada hora que passa, revela-se de um prejuízo enorme para o País! Prejuízo que será muito difícil de recuperar.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Não há pachorra!
A polémica que envolve a nomeação de Franquelim Alves para Secretário de Estado arrasta-se «ad nauseum»! Já não há paciência para tanta demagogia da oposição. É certo que teria sido mais avisado da parte do governo não avançar com esta nomeação, mas o enxovalho a que está a ser sujeito o novo membro do governo é inaceitável. Claro que qualquer pessoa que esteja ligada ao BPN, por forma mais remota que seja, está sujeito a um escrutínio que me parece lógico. No entanto há limites para o disparate. Franquelim Alves foi administrador não financeiro da SLN por um período de 10 meses em 2008. Como não o conseguiram associar a nenhuma fraude, cavalgaram a ideia «sui generis» de que o novo Secretário de Estado omitiu as fraudes do BPN porque demorou 2 meses (?!) a comunicar ao Banco de Portugal as irregularidades que se verificavam no banco. E para compor o ramalhete, à falta de melhor, foram "esgadanhar" o CV de Alves e colocaram em causa o facto de o Secretário de Estado ter começado a trabalhar aos 16 anos numa empresa de auditoria.....azar dos azares, não é que começou mesmo.....
P.S: é curiosa a dualidade de critério ético que a oposição usa neste caso e a que se verificou em relação ao Governador do Banco de Portugal da altura!
P.S: é curiosa a dualidade de critério ético que a oposição usa neste caso e a que se verificou em relação ao Governador do Banco de Portugal da altura!
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Falta pão?! Dá-se circo ao povo!
O que se tem passado nos noticiários nestes últimos dias tem sido bem revelador do que é a nossa Comunicação Social. São vários os exemplos!
Na sexta-feira a noticia de abertura dos noticiários era a vigília em frente ao Palácio de Belém e não a reunião do Conselho de Estado que a motivava! Foram vários os diretos e várias as entrevistas à populaça dentro do mesmo noticiário, mas muito pouca atenção foi dada à reunião de um dos órgãos políticos mais importantes do País!
Na mesma sexta-feira decorreu mais um debate quinzenal com o Primeiro-ministro na A.R. e qual foi a parte do debate destacada?! As diatribes de Francisco Louça que julga que a A.R. é um qualquer circo onde vai fazer umas palhaçadas para entreter o Povo!
Sempre que há uma vista de um ministro a qualquer lado, a noticia não é a visita, por mais importante que seja, mas sim as manifestações que a esperam, por mais limitadas que sejam!
Estes três exemplos mostram bem que a Comunicação Social opta sempre pelo espetáculo em detrimento da informação, proporcionando ao público, qual idade média, circo para o fazer esquecer da falta do pão.
Na sexta-feira a noticia de abertura dos noticiários era a vigília em frente ao Palácio de Belém e não a reunião do Conselho de Estado que a motivava! Foram vários os diretos e várias as entrevistas à populaça dentro do mesmo noticiário, mas muito pouca atenção foi dada à reunião de um dos órgãos políticos mais importantes do País!
Na mesma sexta-feira decorreu mais um debate quinzenal com o Primeiro-ministro na A.R. e qual foi a parte do debate destacada?! As diatribes de Francisco Louça que julga que a A.R. é um qualquer circo onde vai fazer umas palhaçadas para entreter o Povo!
Sempre que há uma vista de um ministro a qualquer lado, a noticia não é a visita, por mais importante que seja, mas sim as manifestações que a esperam, por mais limitadas que sejam!
Estes três exemplos mostram bem que a Comunicação Social opta sempre pelo espetáculo em detrimento da informação, proporcionando ao público, qual idade média, circo para o fazer esquecer da falta do pão.
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sábado, 8 de setembro de 2012
Mais equilibrio
Ninguém gosta de sacrifícios nem de medidas de austeridade, mas a solução anunciada pelo governo ontem parece-me mais equilibrada do que a anterior que foi chumbada pelo Tribunal Constitucional. Com as medidas anunciadas ontem todos são chamados a contribuir, privados e públicos, com a vantagem de se proporcionar algum alivio às empresas que atravessam um período muito difícil! É certo que a ajuda é pequena, mas numa altura de dificuldade em que a liquidez é diminuta, toda a ajuda é bem vinda e se esta ajuda ajudar a suster o aumento do desemprego já é muito positivo, uma vez que não acredito que sirva para criar novos empregos. Esses, só virão com a retoma do crescimento económico e para isso é necessário continuar, com esforço redobrado, as reformas estruturais de que o país necessita.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Remodelação/Coligação
Nos últimos dias muito se tem falado da possibilidade/necessidade de uma remodelação e/ou coligação. Apenas com um ano de vida, este governo não merece a confiança de praticamente ninguém. Até dentro do partido que sustenta o governo, são várias as vozes que, publicamente, assumem a total descrença na capacidade da equipa liderada por José Sócrates. Também depois do que se tem passado, é difícil ter uma posição diferente. Metade do governo desapareceu e a outra metade passa a vida a contradizer-se! Com as últimas declarações de Teixeira dos Santos acerca da necessidade de ajuda externa, as declarações de António Mendonça que já ninguém leva a sério, os disparates de Augusto Santos Silva que se esquece que é Ministro da Defesa (o que o devia obrigar-se a alguma sobriedade nas intervenções), o descalabro nas despesas da Saúde criticado publicamente pelas Finanças, até o Ministro dos Negócios Estrangeiros vem pedir para ser remodelado! Se a tudo isto somarmos a total falta de credibilidade do Primeiro-ministro, pouco ou nada sobra!
A dificuldade numa remodelação e/ou coligação é acima de tudo José Sócrates. Alguém que tenha um mínimo de exigência ética não aceita fazer parte de um governo liderado por José Sócrates, nem aceita qualquer tipo de acordo com este porque não sabe se é para ser cumprido. Um novo Governo teria que passar necessariamente por um novo Primeiro-ministro. Mas não teria que passar necessariamente por eleições.
Fazer eleições em Março/Abril do próximo ano, quando a República inicia novo ciclo de endividamento (e que ciclo!), pode ser perigoso. Manter o actual Governo parece-me impensável! A solução passaria pelo PS indicar um novo Primeiro-ministro capaz de negociar com o PSD e o CDS um governo de coligação com a duração de pelo menos um ano. Muito mais tempo seria inaceitável para o PSD. Deste Governo não fariam parte nenhum dos líderes partidários, apenas personalidades indicadas por estes mas com estatura própria por forma a não serem apenas correias de transmissão. Todo o processo teria que ter, naturalmente, a aceitação do Presidente da República.
Não é a melhor solução para o PSD nem para o CDS e é a melhor solução para o PS, mas também é a melhor solução para o País.
A dificuldade numa remodelação e/ou coligação é acima de tudo José Sócrates. Alguém que tenha um mínimo de exigência ética não aceita fazer parte de um governo liderado por José Sócrates, nem aceita qualquer tipo de acordo com este porque não sabe se é para ser cumprido. Um novo Governo teria que passar necessariamente por um novo Primeiro-ministro. Mas não teria que passar necessariamente por eleições.
Fazer eleições em Março/Abril do próximo ano, quando a República inicia novo ciclo de endividamento (e que ciclo!), pode ser perigoso. Manter o actual Governo parece-me impensável! A solução passaria pelo PS indicar um novo Primeiro-ministro capaz de negociar com o PSD e o CDS um governo de coligação com a duração de pelo menos um ano. Muito mais tempo seria inaceitável para o PSD. Deste Governo não fariam parte nenhum dos líderes partidários, apenas personalidades indicadas por estes mas com estatura própria por forma a não serem apenas correias de transmissão. Todo o processo teria que ter, naturalmente, a aceitação do Presidente da República.
Não é a melhor solução para o PSD nem para o CDS e é a melhor solução para o PS, mas também é a melhor solução para o País.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Não há mal que não venha por bem II
A enorme crise que assola o país continua a revelar alguns aspectos positivos... Agora, parece existir vontade de discutir seriamente o nosso "regime" de feriados. Portugal é um dos países no mundo que mais feriados tem. Com as tolerâncias de ponto, temos este ano 22 dias de inacção! Cada dia custa ao país, segundo estimativas publicadas, 32 milhões de euros devido à redução da produtividade.
Julgo ser necessário acabar com alguns feriados e deslocalizar outros para o dia útil mais próximo de um fim-de-semana.
Na primeira categoria eu acabaria com o feriado que hoje celebramos, o Corpo de Deus, com o 5 de Outubro e com o 8 de Dezembro. Dois destes feriados são religiosos e a maioria da população nem sequer sabe o que se celebra! Eu sou católico e tenho alguma dificuldade em saber o que cada um representa. No 5 de Outubro celebramos uma forma de governo, a República e independentemente de sermos, ou não, Republicanos, parece-me que podemos abdicar deste feriado sem grandes consequências na nossa identidade cultural.
Os restantes feriados religiosos, deslocaria-os para a sexta-feira ou a segunda-feira mais próxima, de maneira a que se acabasse com as "pontes". Não vejo problemas em que o Dia de Todos os Santos (1 de Novembro), o Dia da Nª SRª da Assunção (15 de Agosto) e os dias dos Santos Populares (S. Pedro, S. António e S. João) pudessem ser assinalados em dias de calendário diferentes. O Natal ficaria de fora desta "deslocalização".
No caso dos feriados em que se assinalam datas especificas, como o 25 de Abril, o 1º de Maio, o 1º de Dezembro, o 10 de Junho e o 1º de Janeiro deveriam continuar nos respectivos dias do calendário.
Penso ser uma proposta equilibrada e vantajosa para o país.
Julgo ser necessário acabar com alguns feriados e deslocalizar outros para o dia útil mais próximo de um fim-de-semana.
Na primeira categoria eu acabaria com o feriado que hoje celebramos, o Corpo de Deus, com o 5 de Outubro e com o 8 de Dezembro. Dois destes feriados são religiosos e a maioria da população nem sequer sabe o que se celebra! Eu sou católico e tenho alguma dificuldade em saber o que cada um representa. No 5 de Outubro celebramos uma forma de governo, a República e independentemente de sermos, ou não, Republicanos, parece-me que podemos abdicar deste feriado sem grandes consequências na nossa identidade cultural.
Os restantes feriados religiosos, deslocaria-os para a sexta-feira ou a segunda-feira mais próxima, de maneira a que se acabasse com as "pontes". Não vejo problemas em que o Dia de Todos os Santos (1 de Novembro), o Dia da Nª SRª da Assunção (15 de Agosto) e os dias dos Santos Populares (S. Pedro, S. António e S. João) pudessem ser assinalados em dias de calendário diferentes. O Natal ficaria de fora desta "deslocalização".
No caso dos feriados em que se assinalam datas especificas, como o 25 de Abril, o 1º de Maio, o 1º de Dezembro, o 10 de Junho e o 1º de Janeiro deveriam continuar nos respectivos dias do calendário.
Penso ser uma proposta equilibrada e vantajosa para o país.
domingo, 30 de maio de 2010
Promulgação do Casamento Homossexual
A promulgação do diploma da Assembleia da República que alarga aos casais homossexuais o regime do casamento, causou, ao que parece, algum incómodo em alguns sectores da sociedade portuguesa.
No caso da Igreja Católica, percebe-se o desconforto verbalizado na posição do Cardeal Patriarca, curiosamente bem diferente do silêncio adoptado quando da aprovação da Lei do Aborto.
O que a Igreja, nem ninguém, pode ignorar é que a responsabilidade da aprovação da lei do casamento homossexual é da maioria absoluta de esquerda que existe no nosso Parlamento!
De que serviria o Presidente da República vetar a referida lei?! Serviria, concerteza, para abrir mais uma vez uma discussão na sociedade Portuguesa que iria distrair a população e os responsáveis governativos dos verdadeiros problemas que afligem os Portugueses! Ou alguém tem dúvidas de que o governo, com a cumplicidade dos partidos de esquerda e da comunicação social, iria transformar esta questão numa "guerra" com a Presidência, tentando aliviar a pressão que se verifica para que se tomem as medidas que se impoêm para resolver a situação dramática em que o país se encontra? Claro que há quem defenda que há valores mais importantes que devem ser defendidos independentemente de tudo o resto...é verdade...não me parece é que a exclusividade do Casamento Heterosexual seja uma delas. E no fim qual seria o resultado prático? A aprovação da lei.
Para além da hierarquia da Igreja Católica, aparecem algumas personagens, ditas oportunamente defensoras dos valores católicos e cujas vidas de católicas nada têm, que aproveitaram o momento para pequenos ajustes de contas em relação a um passado que insistem em não esquecer. Não passam de meia dúzia, que aproveitam para pôr em causa o exercício e a candidatura de Cavaco Silva. Como se tivessem capacidade e/ou credibilidade para o fazer.
P.S. Mais uma vez, Cavaco Silva falha na comunicação e não na decisão...quem aconselhou o Presidente a dirigir-se ao país em horário "prime-time" para comunicar a referida promulgação? E o que justifica que mais de metade da comunicação não esteja relacionada com a lei promulgada?! Uma comunicação à Assembleia da República teria bastado e sem o ruído causado pela comunicação ao país, talvez todos tivessem percebido as razões lógicas do Presidente na promulgação da lei.
No caso da Igreja Católica, percebe-se o desconforto verbalizado na posição do Cardeal Patriarca, curiosamente bem diferente do silêncio adoptado quando da aprovação da Lei do Aborto.
O que a Igreja, nem ninguém, pode ignorar é que a responsabilidade da aprovação da lei do casamento homossexual é da maioria absoluta de esquerda que existe no nosso Parlamento!
De que serviria o Presidente da República vetar a referida lei?! Serviria, concerteza, para abrir mais uma vez uma discussão na sociedade Portuguesa que iria distrair a população e os responsáveis governativos dos verdadeiros problemas que afligem os Portugueses! Ou alguém tem dúvidas de que o governo, com a cumplicidade dos partidos de esquerda e da comunicação social, iria transformar esta questão numa "guerra" com a Presidência, tentando aliviar a pressão que se verifica para que se tomem as medidas que se impoêm para resolver a situação dramática em que o país se encontra? Claro que há quem defenda que há valores mais importantes que devem ser defendidos independentemente de tudo o resto...é verdade...não me parece é que a exclusividade do Casamento Heterosexual seja uma delas. E no fim qual seria o resultado prático? A aprovação da lei.
Para além da hierarquia da Igreja Católica, aparecem algumas personagens, ditas oportunamente defensoras dos valores católicos e cujas vidas de católicas nada têm, que aproveitaram o momento para pequenos ajustes de contas em relação a um passado que insistem em não esquecer. Não passam de meia dúzia, que aproveitam para pôr em causa o exercício e a candidatura de Cavaco Silva. Como se tivessem capacidade e/ou credibilidade para o fazer.
P.S. Mais uma vez, Cavaco Silva falha na comunicação e não na decisão...quem aconselhou o Presidente a dirigir-se ao país em horário "prime-time" para comunicar a referida promulgação? E o que justifica que mais de metade da comunicação não esteja relacionada com a lei promulgada?! Uma comunicação à Assembleia da República teria bastado e sem o ruído causado pela comunicação ao país, talvez todos tivessem percebido as razões lógicas do Presidente na promulgação da lei.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Não há mal que não venha por bem
Foi preciso o país viver uma das maiores crises de que há história, para a Assembleia da República e os partidos nela representados equacionarem uma redução nos custos do "funcionamento da democracia". Claro que a pressão existente para uma redução do nº de deputados também ajudou... Tenho dúvidas se a redução do nº de deputados não prejudicará a representatividade das regiões menos populosas do país. De qualquer forma, podem os portugueses estar descansados porque nenhum partido terá coragem de propor uma redução dos seus...Importa sim, porque será mais exequível, reduzir despesas sumptuosas.
Mais do que os deputados passarem a viajar em classe económica, o que verdadeiramente importa é reduzir as despesas dos grupos parlamentares e as subvenções partidárias escandalosas que se verificam sempre que há uma eleição. O país é inundado de cartazes, panfletos, canetas, chapéus, etc, e para quê? Será que alguém decide votar no PSD ou no PS por causa do chapéu ou da caneta que recebe na rua?! Será que alguém decide votar porque sempre que sai à rua tropeça num cartaz e/ou num folheto que mais não são, devido ao seu excesso, do que poluição visual que se torna, depois das eleições, poluição de facto?! E os comícios terão que ser verdadeiras produções "hollyodescas" para que um partido ganhe eleições?! Será o povo português assim tão ignorante?!
A ver vamos se não se trata de mais uma intenção.
Mais do que os deputados passarem a viajar em classe económica, o que verdadeiramente importa é reduzir as despesas dos grupos parlamentares e as subvenções partidárias escandalosas que se verificam sempre que há uma eleição. O país é inundado de cartazes, panfletos, canetas, chapéus, etc, e para quê? Será que alguém decide votar no PSD ou no PS por causa do chapéu ou da caneta que recebe na rua?! Será que alguém decide votar porque sempre que sai à rua tropeça num cartaz e/ou num folheto que mais não são, devido ao seu excesso, do que poluição visual que se torna, depois das eleições, poluição de facto?! E os comícios terão que ser verdadeiras produções "hollyodescas" para que um partido ganhe eleições?! Será o povo português assim tão ignorante?!
A ver vamos se não se trata de mais uma intenção.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Eles falam, falam....
Ontem, mais uma vez, algo de inusitado se passou na nossa Assembleia da República. E não, não me estou a referir aos insultos de Maria José Nogueira Pinto a um deputado socialista, que aliás parece que foram merecidos e que fizeram com que os assuntos verdadeiramente importantes para a Saúde (nomeadamente o enorme défice que se verifica neste sector) tenham sido completamente esquecidos...
Estou-me a referir ao que se passou com a aprovação do orçamento rectificativo. Depois do Ministro das Finanças ter pedido, pela segunda vez, autorização à Assembleia para aumentar o endividamento da República, totalizando um aumento de 9 mil milhões de euros, e em resposta à (absurda) proposta do PSD de aumentar em 79 milhões de euros a autorização de endividamento da Madeira, Teixeira dos Santos tem a "lata" de afirmar que tal pedido de endividamento era sinal do «descontrolo das contas públicas» na Região Autónoma! E que se recusava a submeter os continentais a tal sacrifício.....conclusão? Atendendo ao que todos os partidos sempre dizem a respeito da Madeira e da politica orçamental levada a cabo por Alberto João Jardim, obviamente tal proposta foi chumbada?! Não!!! Não é que esquecendo tudo aquilo que à anos afirmam acerca do desgoverno da Região Autónoma, depois de minutos antes o Ministro das Finanças do PS ter afirmado que RECUSAVA submeter os continentais a tal pedido, PS, PCP e BE resolvem abster-se, viabilizando mais uma vez a politica despesista que afirmam verificar-se na Madeira e esquecendo a retórica anti-Alberto João Jardim tão popular na esquerda parlamentar! E o Ministro das Finanças....como fica? Então minutos depois de afirmar categoricamente que recusava a pretensão da Região, vê o seu partido viabilizar tal proposta?! Também PSD e PP não saem bem desta votação...depois de criticarem o despesismo e descontrolo das contas da República, aprovam mais endividamento para a Madeira....
Isto sim, é um episódio politico pouco edificante para a Assembleia, não o "fait-diver" na Comissão Parlamentar da Saúde!
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