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sábado, 26 de abril de 2014

"Êxtase revolucionário"

Os festejos do 25 de Abril são sempre aproveitados pela esquerda revolucionária para um assomo do que seria um país de Abril! Gente na rua, todos os direitos para todos, as obrigações para os "capitalistas"... enfim! O que seria de Portugal sem o 25 de Novembro?! Era bom que a maioria moderada do País refletisse, antes de dar importância a uns ex-capitães revolucionários frustrados que, felizmente, não conseguiram implementar a sua ideia de "democracia" em Portugal!
Claro que acicatados por um Governo de direita e crime dos crimes, um Presidente de direita, e ainda por cima sendo esse Presidente Cavaco Silva, à esquerda revolucionária juntam-se alguns esquerdistas moderados que fazem da vida pública uma constante guerrilha politica de incidentes e "fait-divers" na esperança de denegrir e enfraquecer a escolha legitima dos portugueses em eleições livres e democráticas, resultado do 25 de Abril e de Novembro...
Os dislates habituais desta altura e normalmente circunscritos aos extremistas, desta vez tornaram-se mais vulgares e há um especialmente absurdo e até insultuoso da população que viveu em ditadura. Comparar a situação que se vive hoje com a que se vivia há 40 anos é inacreditável e só explicado por um êxtase revolucionário temporário...Por muito que todos tenhamos sofrido nestes últimos 3 anos de ajustamento às nossas reais capacidades, não há comparação possível entre a vida de hoje e o que os Portugueses viveram em ditadura!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Teatro de Guerra"




O Ministro da Administração Interna classificou hoje S. Pedro do Sul e outras zonas do país atingidas pelos incêndios como "teatros de guerra". Não posso estar mais de acordo. O país todos os anos enfrenta uma verdadeira guerra em defesa do seu património florestal, essencial para a manutenção da vida tal como a conhecemos. Não se percebe como, reconhecendo tal facto, o governo de Portugal não age em conformidade. Em tempo de guerra mobilizam-se todos os recursos do país, principalmente as Forças Armadas. Se é verdade que mais de 90% dos incêndios se devem a causas humanas, dolosas ou não, e se proceder à limpeza anual de milhões de hectares de floresta é impossível, a prevenção deve-se focar na vigilância apertada das nossas matas florestais. Para tal ninguém melhor do que os milhares de soldados que se encontram aquartelados pelo país fora. Com um efectivo de mais ou menos 40000 militares, ter 750 militares mobilizados para o combate aos incêndios é ridículo! Os incêndios são o nosso Iraque, o nosso Afeganistão e as nossas Forças Armadas devem ser mobilizadas para essa guerra que todos os anos vitima milhares de hectares de floresta e, infelizmente, bombeiros que abnegadamente, todos os anos, combatem até à exaustão o resultado da incúria e da estultícia de irresponsáveis.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Submarinos


Ciclicamente aparecem uns "inteligentes" a bradar contra os investimentos militares. São sempre os mesmos. Acham que é de "esquerda" contestar tudo o que tenha que ver com as Forças Armadas, é a sua oportunidade de serem subversivos, vanguardistas, fracturantes, numa altura em que causas como o aborto, o casamento gay, a eutanásia vão perdendo essas caracteristicas por se irem tornando mais "mainstream".
Claro que são os mesmos que depois acham bem que Portugal aumente exponencialmente a sua área marítima, são os mesmos que querem que o Estado afaste os barcos poluidores dos nossos mares, são os mesmos que querem as nossas costas fortemente vigiadas contra o tráfico de droga, são os mesmos que querem meios expeditos para auxilio aos pescadores, são os mesmos que quando acontece uma tragédia olham para os militares à espera de auxilio. Agora, tudo isto deve ser feito sem investimentos nas nossas Forças Armadas e como tal com os equipamentos obsoletos do tempo da guerra colonial!
Dada a nossa geografia, há duas áreas da nossa defesa que têm particular relevância, a Marinha e a Força Aérea. Com parte do País disperso no oceano Atlântico, com a maior Zona Economicamente Exclusiva da Europa como é possível pensar que teremos algum controlo sobre as nossas águas sem capacidade submarina?! Capacidade essa que possuímos à mais de 40 anos?!
É claro que há reformas que deviam ser feitas; o contingente devia ser mais reduzido, provavelmente temos demasiados oficiais, demasiadas instalações, as forças terrestres e aéreas deviam ser deslocadas para o interior do país onde a sua presença faz a diferença e de onde são originários a maior parte dos efectivos e deixar as instalações fantásticas que têm nas cidades disponíveis para outros fins, deviam ser mobilizados para o combate aos incêndios, etc...Agora pensar que não são necessários, que não merecem investimentos e que deviam continuar com as "Chaimites", as G3s, os Allouet, as corvetas, tudo do tempo da guerra colonial e como tal com mais de 40 anos de idade é não só demagógico como irresponsável.



P.S. O acima escrito não é justificação para qualquer tipo de negócio menos claro e transparente, embora me pareça que estas últimas noticias têm como único objectivo o cancelamento da encomenda dos ditos submarinos...a ver vamos!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Incêndios

Bastaram alguns dias de calor para a "prova dos nove" em matérias de estratégia de prevenção e combate aos incêndios por parte deste governo. Depois de dois anos "mansos" em termos de temperaturas, não faltaram declarações dos responsáveis governativos a enaltecer a estratégia seguida que teria sido responsável pela diminuição considerável da área ardida em Portugal. Preferiram, os referidos governantes, ignorar e/ou desvalorizar os verões amenos e chuvosos que nestes últimos dois anos foram os principais responsáveis pela diminuição da área ardida...pois o "tira-teimas" veio agora com o calor a apertar e os incêndios a disparar...
Não percebo como é possível, ano após ano, assistir ao deflagrar de incêndios a meio da noite, em vários locais ao mesmo tempo, em zonas de difícil acesso, o que indicia fortemente a presença de crime, sem que se tomem medidas drásticas para acabar com estes atentados a um "bem público" de importância fulcral para o País. Das duas uma, ou se considera a floresta um bem estratégico fulcral para o País e tomam-se medidas eficazes na prevenção dos incêndios, ou continuamos a assistir ao destruir de um património valioso que demorou centenas de anos a ser construído. O combate aos incêndios é difícil e de eficácia muito mais reduzida do que a prevenção. A prevenção pode ser feita de várias maneiras, umas mais caras e difíceis do que outras. Proponho uma medida de prevenção relativamente barata e de fácil implementação na vigilância das nossas florestas, de forma a reduzir drasticamente o número de incêndios com origem criminosa e negligente. Porque razão não são mobilizados os nossos militares para acções de fiscalização nas nossas florestas?! Será assim tão extraordinário constituir patrulhas militares que nos meses de verão saiam dos quartéis onde "se coçam" o ano todo e se mudem de armas e bagagens(literalmente!) para as florestas, instalando-se em acampamentos nas áreas a proteger de forma a que a sua presença e patrulha sirvam de factor dissuasor de actos criminosos e dando aos militares poderes para "reter" os suspeitos enquanto chamam uma autoridade policial?! Será que aquilo que os militares fazem durante todo o ano nos quartéis, não pode ser feito durante 2 meses nas matas nacionais? Parece-me uma solução relativamente fácil de implementar e que ajudaria na "guerra" que é necessário travar contra os incêndios que todos oa anos devastam as nossas florestas e que tantos prejuízos causam ao país! A alternativa é continuar como estamos, com milhões a serem gastos todos os anos no combate, necessariamente menos eficaz, e com os resultados que todos conhecemos!