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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais

Ao analisar os resultados da eleição de ontem, parece-me óbvia a identificação dos vencedores e dos vencidos. Depois de semanas a ser insultado ( e não questionado...) por 5 dos 6 candidatos à Presidência, a vitória de Cavaco Silva à primeira volta é digna de ser assinalada! O facto de ter vencido em todos os distritos do país e de ter tido mais do dobro da votação do candidato que ficou em segundo lugar, são indicadores importantes da sintonia entre os portugueses e o seu actual e futuro Presidente da República.
Esta eleição foi para a Presidência da República e o simples facto de Pedro Passos Coelho o ter reconhecido, recusando "cavalgar" a vitória de Cavaco, faz dele um vencedor. A serenidade e a seriedade com que comentou os resultados de ontem são, também, de assinalar.
Como qualquer eleição, esta também teve derrotados. Manuel Alegre, que conseguiu ter uma votação menor do que há cinco anos; José Sócrates e o Governo, que sem qualquer Sentido de Estado, se envolveram directamente nos insultos ao Presidente da República em funções e a campanha suja, que por mais lama que tentasse lançar para a arena politica, não impediu uma eleição de Cavaco Silva à primeira volta. E depois ainda se admiram com a abstenção...


P.S: a situação absolutamente terceiro-mundista vivida por milhares de cidadãos que pretendiam votar e não o conseguiram só encontra paralelo na ridícula declaração de Francisco Louça no comentário às eleições de ontem.

P.S.30/01: parece que anda por aí alguma gente incomodada com o discurso de vitória do candidato Cavaco Silva. Depois de ter andado semanas a ver posta em causa a sua honorabilidade, Cavaco deveria ter ignorado tal comportamento por parte dos seus adversários?! Quem não se sente, não é filho de boa gente!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Chafurdar na Lama

A campanha presidencial está dominada pelo "estilo sarjeta" do Bloco de Esquerda. Depois da intervenção regorgitante de Francisco Louça hoje no Parlamento, percebe-se quem é o ideólogo por trás da táctica "quanto pior melhor!".
O cidadão Cavaco silva, cinco anos depois de ter abandonado a vida politica, resolveu aplicar as suas poupanças em acções, como tantos outros portugueses. Quatro anos antes de voltar a ter qualquer outra actividade politica, resolveu vender as referidas acções. Vendeu-as a preço inferior ao que outros fizeram na altura! Seis anos depois, rebentou o escândalo BPN. Qual a relevância deste acto para a campanha presidencial?!
Claro que o "estilo sarjeta" nunca fica sem resposta...Manuel Alegre, deputado da Nação, vendeu um texto literário seu para uma campanha publicitária ao BPP. Foi pago. Pelos vistos o estatuto de deputado não o permite...não me parece muito importante. Já as explicações que deu foram lamentáveis. De manhã, não tinha sido pago. À tarde, tinha mandado devolver o cheque ao banco. À noite, afinal não tinha sido um cheque, mas sim uma transferência e tinha emitido um cheque de valor idêntico e devolvido à empresa publicitária. Logo depois, a empresa publicitária nega ter recebido qualquer cheque!
Lamentável! Os que se queixavam da falta de relevância da campanha presidencial foram os primeiros a chafurdar na lama!


P.S. Poderia Cavaco ter dado explicações mais concretas? Sem dúvida! Deveria Manuel Alegre ter pensado melhor antes de dar as diferentes explicações? Sem dúvida também!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cavaco Silva


O Prof. Cavaco Silva apresentou esta semana a sua recandidatura à Presidência da República. Foi a primeira boa noticia de à uns meses para cá. Depois do triste espectáculo a que assistimos esta semana a propósito da viabilização do Orçamento de Estado para 2011, Cavaco Silva é hoje, de facto, a única garantia de credibilidade no panorama politico português. No seu discurso de apresentação da candidatura, o Presidente interpelou o povo português sobre o estado em que o país estaria sem a sua acção, algo que parece ter incomodado algumas personagens da nossa praça...Não reconhecer o importante papel desempenhado pelo Presidente ao longo do seu mandato, apoiando o Governo quando este o merecia, corrigindo-o quando era necessário, moderando-o muitas vezes, é próprio de quem andou muito distraído. Lembro os mais esquecidos e distraídos de 3 factos muito recentes, para que não tenham que fazer grande esforço. Não fosse a acção de Cavaco Silva e hoje estaríamos a assistir às terraplanagens da Ota para receber um novo aeroporto e à construção do TGV, agravando a enorme divida e défice externo do País.
Divida e défice à qual ninguém daria muita importância a não ser alguns "bota-abaixistas" e "mal dizentes" que ninguém escutaria, não fosse o apoio público do Presidente da República.
Nesta altura estaríamos provavelmente com um governo demissionário e sem Orçamento para 2011 e com o FMI a governar-nos. Foi a pressão do Presidente, algumas vezes discreta e outras vezes bem pública, que forçaram o PSD e o Governo à negociação que culminou hoje com um acordo entre as partes.
3 factos bem recentes que demonstram a importância de ter em Belém alguém com uma credibilidade, uma estatura moral e uma experiência ímpares, que sabe quando actuar, como actuar e em nome de quê.


P.S.- O candidato Manuel Alegre às segundas, quartas e sextas acha que o Presidente interferiu em demasia e que não se deve substituir ao governo; às terças, quintas e sábados acha que o Presidente devia ter actuado mais, que não se pode limitar a falar e que tem que ser mais interventivo. Eu sei que não é tarefa fácil candidatar-se contra Cavaco Silva, ainda para mais apoiado ao mesmo tempo pelo PS e BE, mas assim Manuel Alegre arrisca-se a uma derrota estrondosa que não merece.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eleições Presidenciais

Marcelo Rebelo de Sousa, na sua crónica dominical na TVI, aventou a possibilidade de Cavaco Silva esperar pelo fim da cimeira da OTAN (22 de Novembro) para apresentar a sua recandidatura a Presidente da República. Não consigo descortinar data mais errada! Esperar tanto tempo seria reeditar um problema da candidatura de 1996 que redundou num enorme disparate cometido pelo povo Português. Com uma agravante, desta vez não está em causa a estabilidade governativa do País.
Espero que a seguir às comemorações do Centenário da República, Cavaco Silva possa anunciar ao país a sua decisão, bem antes da apresentação do Orçamento de Estado e da confusão que se seguirá.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Histeria Demagógica

O ante-projecto de revisão constitucional encomendado pelo PSD a uma comissão presidida por Paulo Teixeira Pinto e apresentado na 4ª feira ao Conselho Nacional do partido para discussão, motivou reacções histérico-demagógicas absolutamente extraordinárias. «Atentado à Democracia», «destruição dos serviços sociais», «recuo inaceitável nos direitos adquiridos dos cidadãos», «alteração radical no equilíbrio de poderes», enfim, um sem número de disparates absolutamente demagógicos perfeitamente naturais numa esquerda radical, mas totalmente inaceitáveis numa esquerda que se pretende moderna e responsável. Mas também inaceitável em personalidades como Jorge Miranda ou Gomes Canotilho, que não se conseguem separar da sua condição de "pais fundadores" da nossa actual Constituição, ao analisarem as alterações propostas.
E o que será assim tão grave que motive tão descabeladas reacções?! Para além de uma "higienização" ideológica que pretende tornar a Constituição neutral e não Socialista, as propostas na área da educação, saúde e mercado laboral foram causadoras de especial polémica.
No caso da educação e saúde o "crime lesa-pátria" foi a proposta de que quem mais tem mais deve contribuir.
O Partido Socialista, principal responsável por uma delapidação sem exemplo no Serviço Nacional de Saúde e na Escola Pública, seja com encerramentos ou com a falência de serviços por todo o país, aproveita para puxar dos seus "galões" de esquerda e cavalga a onda demagógica numa tentativa ridícula de estancar a hemorragia de votos para o BE e o PCP.
Na área do mercado laboral, a substituição da expressão "justa causa" por "causas atendíveis" não significa nem de perto nem de muito longe qualquer tentativa de liberalização dos despedimentos.
As alterações aos poderes presidenciais são mais discutíveis, embora a possibilidade de demissão do governo sem dissolução da Assembleia da República me pareça positiva.
Em todo o caso as propostas são apresentadas para que se discutam, e não para que se seja contra, independentemente de tudo o resto, como afirmou o candidato da esquerda à Presidência da República, Manuel Alegre.
Dito isto, a oportunidade de inicio da discussão parece-me francamente má. Em vésperas de uma eleição presidencial, numa altura em que é bem mais grave e merecedora de atenção a dificílima situação do país, os esforços políticos devem concentrar-se em consensos para a implementação das medidas necessárias e não em divergências, sempre naturais, num processo de revisão constitucional.


P.S: para além da demagogia esquerdista e da paternal, há uma terceira variante que é a de quem nada tem para dizer e tem absoluta necessidade de mediatismo, sendo esta personalizada por Pedro Santana Lopes.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Bloco Central

Nos últimos dias têm-se avolumado as intervenções a apelar a um entendimento, mais ou menos alargado, entre PS e PSD por forma a reforçar a governabilidade do país.
Não sei o que motiva estas intervenções. Serão as sondagens, cada vez mais negativas para o PS, que motivam as declarações de diferentes personalidades da área socialista? Será a campanha presidencial que se aproxima e a necessidade de criação de factos políticos por parte de candidatos mais ou menos assumidos? Em algumas personalidades, raras, a intenção pode ser a melhor...
Não se percebe é como tal seria possível, tendo o PS e o PSD uma visão tão diferente das soluções para o país. É certo que o PS tem vindo, aos poucos, a deixar cair todas as bandeiras que andou a agitar, demagogicamente, durante os últimos 15 anos, muito por imposição do Ministro da Finanças e não por estarem convencidos de que é o melhor para Portugal. Mas, à primeira oportunidade, cedem à demagogia fácil e barata, como foi visível no recente síndroma anti-espanhol a propósito da PT.
Avaliando o que tem sido o comportamento do governo e do primeiro-ministro, como seria possível um entendimento sério com José Sócrates? Não seria!
A única coligação maioritária possível seria uma coligação à esquerda, sem dúvida o grande objectivo da candidatura presidencial de Manuel Alegre. Imaginem o que seria PS, BE e PCP coligados com Manuel Alegre em Belém! Deus nos livre e guarde de tal desgraça!


P.S.em 19/07: Convinha que o bom senso e a serenidade que Pedro Passos Coelho tem revelado se mantenham e que sejam comuns ao resto da sua Comissão Politica.