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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Professores II

Na noite que passou assistimos a mais uma cedência do Governo ao lobby dos Professores! A cedência definitiva, aquela que mata o sistema de avaliação! Já tínhamos ouvido o líder do sindicato dar sua opinião sobre o que seria uma progressão NORMAL na carreira docente: era, simplesmente,todos chegarem ao topo da mesma! Assim como todos os soldados chegarem a Generais; ou como todos os funcionários de uma empresa chegarem a administradores... Disparatado? A mim parece-me, mas pelos vistos ao Governo não! Sendo assim, 99,5% dos docentes em Portugal (segundo a avaliação do ano passado, todos os que obtiveram a classificação de "bom", "muito bom" e "excelente") atingirão o topo da sua carreira...
Diz a ministra e a propaganda, que não cederam em tudo; nas classificações para "muito bom" e "excelente" mantêm-se as quotas...para quê?! Se todos as classificações de "bom" também dão acesso ao topo da carreira, qual é o professor que se quer incomodar para ter uma classificação superior....para isso até tem que ter o seu avaliador a assistir a uma aula sua.... Sem dúvida extraordinário!


P.S. Eu só gostava de conhecer a opinião da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues sobre este novo sistema...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Professores

Os sindicatos dos professores, representantes de uma classe priveligiada ao longo dos anos, não ficarão satisfeitos enquanto não acabarem com o que resta de um sistema de avaliação minimamente credível aos olhos dos cidadãos! Não é crível que apenas 0,5% dos professores avaliados mereçam a nota "suficiente" ou "insuficiente"! Será que 99,5% dos professores merecem a nota "bom", "muito bom" ou "excelente"? Quem tem um conhecimento, ainda que mínimo, das nossas escolas sabe que não! Sem um sistema de quotas que limite o nº de professores que possam ter notas superiores na avaliação, nenhum sistema de avaliação será justo! Aliás, estes sistemas de quotas existem em todos os sistemas de avaliações credíveis, sejam no sector privado, seja no sector público, seja em Portugal, seja na Europa! Serão os nossos professores assim tão extraordinários, que sistemas estudados e aplicados à anos por esse mundo fora, não podem ser aplicados à sua classe?!
Outra exigência imcompreensível é a de que os professores classificados com a nota "bom" tenham exactamente a mesma progressão na carreira do que aqueles classificados com "muito bom" ou "excelente"! Valerá a pena ser "excelente" se o prémio for exactamente o mesmo do que se for "bom"?! Será que todos merecem chegar ao topo da carreira, quando uns se esforçam muito mais do que outros?! Inaceitável!
P.S. A arrogância e a prepotência são sempre criticáveis, seja no nosso Primeiro-Ministro, seja no Secretário-Geral da Fenprof!