quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Secretas

A confusão que tem rodeado os Serviços Secretos tem sido extremamente prejudicial ao país.
A propósito de uns casos pouco importantes, mas que revelam bem a que ponto o anterior governo conduziu o país, a esquerda parlamentar, devidamente impulsionada pela comunicação social em plena "silly season", pretende tornar transparente aquilo que por definição não o deve ser! Pretender que os Serviços Secretos e os seus responsáveis façam um "striptease" parlamentar para alimentar os instintos persecutórios que a esquerda nutre pelos referidos serviços, é um disparate que tem um único objectivo: o fim dos Serviços Secretos! O governo deve resistir a embarcar na onda demagógica que contamina também o PS (durante cujo governo se passaram os tais casos).

sábado, 20 de agosto de 2011

Vitor Pereira

É certo que Jorge Jesus não tem noção do ridiculo quando comenta o penalty do Porto em Guimarães, que existiu, e se "esquece" do golo fora-de-jogo do Benfica contra o Gil Vicente; é certo que não deve ser fácil ler e ouvir os disparates que, toda a semana, a comunicação social "vermelha" publicou sobre o referido lance, retirando mérito à equipa; mas tal não justifica que se desça ao mesmo nível e se responda de forma idêntica. Vitor Pereira deve habituar-se, rapidamente, à pressão inerente a quem está no F.C.Porto! E preocupar-se um pouco mais com as exibições de alguns jogadores da equipa e da equipa como um todo.


P.S.23/08: à segunda jornada, o Benfica vence o jogo com o Feirense com dois penaltys e duas expulsões perdoadas. Será que Jorge Jesus viu?! António Pedro Vasconcelos apenas tem dúvidas no penalty evidente que é marcado a favor do FCP! Não têm noção do ridículo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Distúrbios em Londres

Mal começaram a chegar as primeiras noticias e imagens dos actos de vandalismo na capital Britânica, logo apareceram os sociólogos do costume a arranjar justificações para o injustificável! Coitadinhos, são pobres, estão desempregados, excluídos e outras pérolas do género! Como se alguma coisa justificasse o vandalismo e a violência gratuita exercida sobre outros cidadãos britânicos e os seus bens!
Pelos vistos, grande parte dos "selvagens" que invadem casas e lojas e espancam os seus proprietários são miúdos de 12,13,14 anos!!!!Coitadinhos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aumentos insustentáveis...

Entraram hoje em vigor os novos tarifários dos transportes públicos. Aumentos insuportáveis?...aumentos de 3 euros, 5 euros por mês?! Mas será que ninguém tem noção do ridiculo?! Será que aumentos de 10 cêntimos por dia serão assim tão injustificáveis para contribuir para a diminuição da divida de 17 mil milhões de euros das empresas de transportes?! Insuficientes? Sem dúvida, mas injustificáveis?! Só se fôr por defeito! Parece que a população ainda não percebeu muito bem a situação em que o país se encontra...


P.S: Miguel Sousa Tavares tinha obrigação de ser um pouco mais esclarecido, mas não! A sua ignorância atrevida e os seus preconceitos ideológicos transformam-no num simples comentador de café e não num comentador de noticiário televisivo! Quem também se deve abstrair de ir à televisão é o Ministro da Economia...não tenho dúvidas da sua capacidade técnica, agora da comunicacional....

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Desplante!

O mesmo partido que nomeou Armando Vara para administrador da CGD e que após ter-se demitido contratou mais de 200 pessoas para trabalhar no referido banco, vem agora acusar o governo de nomear boys para a administração da mesma! Como se o curriculum de António Nogueira Leite tivesse alguma coisa a ver com o de Armando Vara!!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Opções

A CP encerra no próximo domingo a única ligação internacional de comboios com partida do Porto. Alega a CP um prejuizo anual de 235 mil euros como razão para o encerramento. Restam duas ligações internacionais de comboio com partida de Portugal, a ligação Lisboa-Madrid e a ligação Lisboa-Hendaye(França). Uma apresenta um prejuizo anual de quase dois Milhões de euros e a outra de sete(!) Milhões de euros....e encerra-se a que dá prejuizos de 235 mil euros....


P.S. será que entre prejuizos avultados e encerrar não existe um meio termo?! Não será possível reduzir a frequência?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nada me faltará


«Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.

Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.»

Maria José Nogueira Pinto, in DN